segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Achados e perdidos (2010)

 

achados

Imitando uma amiga minha, também vou fazer um balanço de 2010.

Se eu precisasse resumir 2010 em uma palavra, seria mudança. E como toda mudança, muitas coisas são ganhas e outras são perdidas, eis o nome desse post.

Eu sempre tenho comparado minha vida atual com o meu segundo ano (2008). De alguma forma, aquele ano foi um ano em que eu estive muito perto de uma plenitude, se é que isso é possível. Tudo estava bem, pelo menos pra mim. Eu estava bem comigo mesmo, sem grandes conflitos e com um ânimo e uma disposição que me faz muita falta hoje. Naquele ano, fiz uma carreira exemplar como aluno, consegui nota máxima com a professora mais querida, por mim, e mais cri cri em relação a notas do colégio. Aquilo era um fato tão surpreendente que foi assunto de todo o colégio, até mesmo os alunos do terceiro ano me babavam (acho que essa não é bem a palavra correta) por causa disso. Consegui o mesmo fato no IFCE, tirei nota máxima na cadeira de um professor mega gente boa, mas numa matéria mega difícil. Ele até pediu minha prova de volta pra tirar foto. Virei uma espécie de lenda nessa cadeira, isso porque aqui e acolá, quando falo meu nome completo (Paulo Sérgio Batista de Almeida Filho), algumas pessoas das novas turmas da mecânica exaltam “Caraca, foi tu que tirou 10 na prova do Doroteu. Tu num existe não!”. Faltavam só pedir autógrafos. Enfim, em termos de estudo, foi um ano que amaciou bastante meu ego.

Outro ponto muito bacana desse mesmo ano (2008) é que eu estava mantendo um corpo saudável, era uma das minhas metas daquele ano, coisa que não faço faz um tempo. Fazia flexões todos os dias, quase todos. Pratiquei natação, enquanto deu. Mas foi revigorante para meu corpo e pro meu humor, já que as endorfinas liberadas me tornavam a pessoa mais amável que já pude ser, ultimamente tenho sido um porre em relação a meu humor, eu sei. Essa questão de não preocupação com meu corpo, atualmente, me inquieta muito. Irei detalhar mais a frente quando terminar de falar de 2008, mesmo sabendo que esse post é de 2010.

Outro ganho espetacular desse mesmo ano foi o fato de ter feito várias realizações. Dirigi (junto com a Amanda), escrevi(junto com Patrícia e Amanda) e atuei a peça “Manias de Você” no colégio. Apesar de ter sido uma correria, foi muito divertido e meu ego agradeceu mais uma vez. Nesse mesmo ano, fiz minha primeira festa junto com os diretores Renato Maranguape, que de tanta emoção encheu a cara no final e Amanda Caroline, que rimos muito desse fato, depois de ter passado nossa preocupação com o companheiro citado, pensamos que ele estava enjoado por causa de uma canja, como éramos inocentes… Eu e Renato fundamos a empresa Olhar de Águia e, de certa forma, realizei meu sonho de ser empresário.

Pra completar, eu estava bem espiritualmente, animado, com disposição, bem humorado, não tava carente, não tinha dúvidas (aham, senta lá, Cláudia), como eu disse, cheguei perto de uma certa plenitude, se é que isso é possível.

E desde então, tenho comparado todos os meus anos com este. A minha principal comparação é em relação ao meu corpo, não tenho mais cuidado dele, o que se reflete no meu humor, no meu ânimo e as vezes na minha auto-estima.

Mas vamos falar do que eu me propus, dos achados e perdidos de 2010. Pra começar, passei na universidade que eu queria, melhor dizendo, passei nas universidades que eu queria. Mas só aproveitei duas. Passei em computação na UECE, me arrastando. Passei na Federal dentro das vagas pra Sistemas e Mídias Digitais, curso que estou agora. E passei pra Licenciatura em Teatro no Instituto Federal, meu sonho romântico. Por causa do Lula, eu fiz apenas um mês de Teatro e fiquei na Federal mesmo. Eu sempre amei o Teatro, porém eu preciso de mais garra pra aceitá-lo como emprego, aqui no Ceará, o teatro não é tão bem visto. As pessoas até acham bacana, quando vão, mas não é o emprego mais estável do mundo, se é que me entendem. Tenho ótimas recordações do tempo que passei lá. Das ótimas pessoas que conheci, dos trotes malucos que passei, das festinhas secretas que fui. De toda a intensidade que vivi naquele curto espaço de tempo. Vai ser sempre uma boa lembrança na minha vida, que pretendo retomar um dia. Mas nunca mais estive certo de nada.

Pela primeira vez, eu acho, brinquei o carnaval em grande estilo, fui pra Caponga. Mela-mela, goma na cara, piscina, fogueiras, conversas madrugada a dentro, fazendo a própria comida, se vestindo de mulher e muito mais coisas. Na verdade, esse foi o ano que mais saí de todos os tempos… Dagrão do Mar, vendo o pessoal “batendo a cabeça” (quem viveu sabe), diversos Stand Ups (Marco Luque, Marcelo Adnet, O improvável). Várias peças teatrais (O ponto, Hairspray, A menina dos cabelo de capim, Maquinocracia, Das Antigas), de fato, foi o ano que mais estive próximo do Teatro, mesmo tendo saído do curso… Não fui ao cinema tantas vezes(Gente grande; A hora do pesadelo; O último mestre do Ar; Avatar; Wall Street: o dinheiro nunca dorme; Toy Story 3; Homem de Ferro 2; Fúria de Titãs; 2012, não tenho certeza se eu vi ele em 2010, mas tá aí),  foram mais do que eu pensava. Li alguns artigos, não lembro de ter terminado nenhum livro. Foram algumas casas de praia. Não lembro de ter viajado. Comi sushi e vi a cara de desgosto da Paty, não conseguindo tirar da cabeça que aquilo tava cru. Fomos a alguns rodízios, e vi a Brena pagar R$18,00 pra comer duas esfirras e meia.

Ganhei meu notebook, o que foi uma mão na roda, já que meu pc parou de funcionar. E vendo também que eu sou Dj e antes era um saco ter que conseguir o dos outros. Tirei minha habilitação, bati o carro, num foi uma batiiiiida, mas bati. Levei minha primeira multa, que graças a Deus ainda não chegou, tomara que não chegue. Fiz muito retorno proibido, andei pela contra-mão, etc. Conheci mais de 59 + 24 = 83 pessoas, na verdade foram bem mais que essas. Essas foram a apenas as que conheci na faculdade.

Tive dois estágios esse ano. Colei grau, me formei em mecânica, falta só pegar o diploma. Aprendi a mexer em programas que eram minhas pretensões. Descobri que a Olhar de Águia está avaliada em cerca de R$7.000 reais, patrimônio que construí com Renato em cerca de 1 ano e meio. Fiz um jogo, na verdade foram dois. Me inscrevi em um projeto de intercâmbio. Passei em todas as fases, mas ainda dependo de um certificado, chamado Toefl. Me considero designer agora.

Briguei com algumas pessoas, fiz as pazes com elas, tenho que conversar com outras (a Oprah é um delas, o meu pai também, mas acreditem, é mais fácil conversar com a Oprah, vulgo Jéssica).

Ganhei um cunhado, cozinheiro de mão cheia. O que foi bom, um tanto difícil em um certo período. Talvez… talvez… eu tenha ciúmes da minha maninha, mas hoje admiro o cara.

Produzi duas festas, num sei quantos aniversários surpresas e nem me perguntem quantos eventos da Olhar de Águia.

Não cuidei do meu corpo como gostaria. Fica pra 2011. Vi o Brasil perder, puto com o Renato por ele ter posto aquele bendito pano laranja no dia da derrota. Eu tive uma vuvuzela, até bebi Fanta uva nela, né Brena? Senti ciúmes de algumas pessoas, é não foi só de uma! Algumas por eu ter criado uma imagem inexistente, pra variar, outras por serem minhas amigas, outras que nem lembro mais.

Ah, não posso esquecer, fiz compras pela internet, olha meu saldo pela net, boto crédito no celular pela net, paga compras com cartão de débito e amo muito tudo isso.

E sem falar dos meus medos e dúvidas de Oprah, digo Jéssica.

Eu ganhei muita coisa. Na verdade, não tinha essa noção toda. Fui lembrando, lembrando e esse post tá me fazendo muito feliz. A gente vai levando a vida e não vai agradecendo e acaba esquecendo o quão sortudo nós somos. O motivo desse post se chamar achados e perdidos era o fato de eu acreditar que teria perdido muita coisa também.  Mas na verdade não, vejo que só fui um tanto relapso com meu corpo. E agora, se tivesse que nomear 2010, o nomearia de “Vitória”. Quantas conquistas! Adorei compartilhar isso, e olha que nem foi tudo, muita coisa vai ficar só na minha cabeça. Muita coisa boa! Um feliz 2011 pra todos. E espero que tenham passado uma excelente virada, assim como a minha. Adorei aquele nascer do sol, o dia tava lindo e as pessoas também, né? Encerrei em grande estilo, espero que vocês também o tenham feito. Tudo de maravilhoso pra vocês.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Será?

 

Naum tô afim de muitos rodeios. Hoje sou apenas eu escrevendo. Isso vai ser quase que uma descarga mental. Naum que siginifique que “Aí vem merda”. Significa apenas que eu estou apenas escrevendo, psicogafrando seria mais adequado, porém sou EU quem está escrevendo, e não Echu, Orixá, Emanuel, ou qualquer outro. É o Paulo mesmo.

Comecei a escrever hoje porque parei pra pensar, em certas, diversas coisas. Todas inerentes a nós mesmos. Na verdade, foram uma série de questões. Já perceberam como vamos crescendo e as coisas vão ficando banais? Já perceberam que isso é uma merda. Porra, por que ir ao cinema não é mais IR AO CINEMA? Por que comer fora com a família não é mais COMER FORA COM A FAMÍLIA? Por que comer a droga de um hamburguer do Mc Donalds não é mais COMER UM HAMBURGUER DO MC DONALDS? Por que bater uma não é mais… Enfim, vocês já entenderam. Aliás, eu já entendi. Disse pra mim mesmo que hoje não iria escrever pra ninguém e sim pra mim mesmo. Descobri que esse blog de um cabra cearense é meu e de mais ninguém. Sabem o que significa? Que ele é MEU e acabou-se. A um tempo atrás escrevia pra vocês, mesmo quando falava de mim, estava escrevendo para os leitores desse blog, digo, meus amigos. Hoje descobri que este espaço será bem mais útil se eu colocar o que eu quiser e de certa forma isso será uma terapia. Escrever, relaxa, sabe? Acalma. Principalmente quando você pode escrever o que quiser.

Perdi o fio da miada, pra variar… Esse post ia ser feito com um único intuito. Tentar estruturar o meu pensamento sobre o fato das coisas que eram “Nossa, meu Deus, que maravilha magnífica. Demais. Inacreditavemente incrível.” . Terem se tornado “Ih rapá… Sério?Tô com sede… Calor né?”. Que saco, parece que é global isso. Mas depois parece que é só comigo. As vezes penso que tenha a ver com o fato de irmos envelhecendo, e irmos aprendendo e ao fato de nosso cérebro ir mapeando as coisas para que se tornem mais fáceis e chatas de serem feitas. Quando você vai fazer algo pela primeira vez é inacreditavelmente excitante. Você faz um toletim de nada e já se acha o novo Picasso do século 21. Ou então o Einstein, pós-moderno. Porque você acredita que fez algo espetacular. Mas na verdade, você não fez. Mas você se sente assim. E é bom, é ótimo. Mas depois que você faz pela quinquagésima vez se torna um saco. E daí a minha pergunta. Porquê? Por que as coisas não podem ser surpreendentes sempre? Talvez assim nunca houvesse nada novo. Aí sim, seria um saco. Enfim, sou apenas eu, tentando me entender. E parece que tá dando certo. Agora acho que vou parar. Sei lá, tava excitado com esse post, faz tempo até. Achando que iria criar a teoria da conspiração do milênio. Que iria fazer uma análise profunda das sociedade baseado no fato de irmos perdendo o gosto pelas coisas que fazemos rotineiramente, isso dá uma tese de mestrado, hein? (Não copiem minha pseudo-semi-tese). Mas como disse, acho que perdi o tesão. Provavelmente eu irei voltar a tocar nesse assunto. Acreditem ou não, isso é uma coisa que tempo vai, tempo vem, me inquieta. Acho que ainda irei escrever algo detalhado sobre o que quero dizer em relação a tudo isso. Sempre que tento expressar dá nisso. Torna-se algo simples. E na verdade, não é. Ainda vou retomar isso. Eu acho.